Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)

Posted: segunda-feira, 26 de abril de 2010 by pc in
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O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é uma prova criada em 1998 pelo Ministério da Educação do Brasil que é utilizada como exame de acesso ao Ensino Superior em universidades brasileiras e como ferramenta para avaliar a qualidade geral do Ensino Médio no país.
A prova também é feita por pessoas com interesse em ganhar pontos para o Programa Universidade para Todos (ProUni) e, a partir de 2009, poderá ser usada como exclusiva forma de ingresso em 23 universidades federais e 26 institutos federais de educação, além de servir como certificação de conclusão do Ensino Médio em cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA), antigo supletivo, substituindo o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).
Novo Enem

NOVO ENEM

Em 2009 o ministro da educação, Fernando Haddad, apresentou a proposta de unificar o vestibular das universidades federais utilizando um novo modelo de prova para o Enem.

O MEC argumenta que o vestibular tradicional desfavorece candidatos que não podem se locomover pelo território. Assim, um jovem que queira prestar medicina e tenha problemas financeiros, dificilmente poderá participar de processos seletivos de diferentes faculdades - e terá suas chances de aprovação diminuídas. Por outro lado, as federais localizadas em Estados menores ficam restritas aos candidatos de suas regiões.[carece de fontes?]
O ministro da Educação, Fernando Haddad, e secretários estaduais de Educação discutem o novo Enem em Brasília

De acordo com a Pnad 2007 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), de todos os estudantes matriculados no primeiro ano do ensino superior, apenas 0,04% residem no estado onde estudam há menos de um ano. Isso significa que é muito baixa a mobilidade entre estudantes nas diferentes unidades da Federação. Nos Estados Unidos, 19,2% dos alunos mudam de estado para cursar a universidade ("university") ou o curso semi-superior chamado "college".[carece de fontes?]

A pasta diz que poderá aumentar as verbas para assistência acadêmica das universidades, para que candidatos de diferentes estados possam se manter estudando.[carece de fontes?]

Além disso, o ministério afirma que um exame nacional unificado, desenvolvido com base em habilidades e conteúdos mais relevantes, passaria a ser importante para definir a política educacional e o conteúdo a ser ensinado no segundo grau.[carece de fontes?]

Devido a fortes suspeitas de vazamento da prova, que teve cadernos furtados em uma das gráficas que a produziu, o exame que estava planejado para ser realizado em outubro de 2009 foi adiado. Segundo especialistas, houve falta de planejamento e pressa na implantação do novo Enem, visando dividendos políticos em ano pré-eleitoral.[5] O novo Enem passará a ter 180 questões aplicadas em dois dias de prova.

Com as datas remarcadas para 5 e 6 de dezembro de 2009, do total de 4,1 milhões de inscritos 37,7% abstiveram-se de realizar as provas no primeiro dia [6]

Outro diferencial do Enem 2009 é a adoção da Teoria de Resposta ao Item (TRI) na formulação da prova, o que permitirá que as notas obtidas em edições diferentes do exame sejam comparadas e até mesmo utilizadas para ingresso nas instituições de ensino superior.

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